Principais causas do melasma: genética, hormônios e sol
- Climédica BH

- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O melasma é uma das condições de pele mais comuns e também uma das que mais geram dúvidas. Caracterizado por manchas escuras, geralmente no rosto, ele está diretamente ligado à hiperpigmentação - produção excessiva de melanina.
Mas afinal, por que o melasma surge? Embora pareça simples, suas causas são multifatoriais.
Entre os principais fatores desencadeantes estão genética, hormônios e radiação solar.
Entender cada um deles é essencial para prevenir, tratar e controlar a condição de forma eficaz.
1. Genética: quando o melasma já está no DNA
A predisposição genética é um dos pilares do desenvolvimento do melasma. Pessoas com histórico familiar têm maior probabilidade de desenvolver a condição ao longo da vida. Isso acontece porque os genes influenciam:
A quantidade natural de melanina produzida pela pele.
A sensibilidade dos melanócitos (células pigmentares).
A tendência a hiperpigmentação após estímulos mínimos.
Além disso, indivíduos com pele morena ou negra - que possuem mais melanina - têm maior chance de apresentar melasma, justamente por terem melanócitos mais reativos. A genética não determina sozinha se a pessoa terá melasma, mas aumenta significativamente o risco quando associada a outros fatores desencadeantes.
2. Alterações hormonais: o gatilho mais comum em mulheres
Os hormônios são um dos principais responsáveis pelo surgimento e agravamento do melasma, especialmente nas mulheres. Situações que alteram o equilíbrio hormonal podem estimular a produção de melanina e ativar os melanócitos.
Os principais gatilhos hormonais incluem:
Gravidez – o aumento de estrogênio e progesterona favorece o surgimento do “cloasma gravídico”.
Uso de anticoncepcionais hormonais – pílulas, implantes ou injetáveis podem intensificar a pigmentação.
Reposição hormonal – muito comum no climatério e na menopausa.
Oscilações naturais do ciclo menstrual – algumas mulheres notam piora dias antes da menstruação.
Por isso, o melasma é muito mais frequente em mulheres, reforçando o papel dos hormônios como um fator determinante para o aparecimento da condição.
3. Exposição solar: o maior agravante do melasma
Se genética e hormônios predispõem, a exposição solar é o grande acelerador do melasma. A radiação ultravioleta (UVA e UVB) estimula diretamente os melanócitos, aumentando a produção de melanina e intensificando as manchas já existentes.
Mas não é só o sol que importa: calor, lâmpadas, luz visível e até telas eletrônicas também podem contribuir para o escurecimento das áreas afetadas. É por isso que o uso de protetor solar de amplo espectro, com proteção contra luz visível e reaplicação regular, é indispensável.
E mais: mesmo pequenas exposições — alguns minutos de sol no trajeto para o trabalho — podem ser suficientes para reativar o melasma, especialmente em quem já possui predisposição.
Controlar o melasma exige atenção contínua
Genética, hormônios e sol formam uma combinação poderosa para desencadear o melasma.
Embora não exista cura definitiva, é totalmente possível controlar a condição com um plano de tratamento adequado, proteção solar rigorosa e cuidados personalizados.
Quanto mais cedo o melasma é identificado e tratado, melhores são os resultados.
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